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Sensores de movimento: a lição dos consoles ao mundo de tecnologia e negócios
Written by Bruno Olímpio   

Desde a criação dos primeiros consoles de videogame até bem pouco tempo atrás, as indústrias do setor se esmeravam na produção de games cada vez mais realistas, interativos, coloridos, sempre em busca de morder a maior fatia possível do bolo dos atraídos e aficionados por jogos eletrônicos e afins. Novas tecnologias foram sendo inventadas, novas maneiras de interagir, conexões entre consoles e com a internet, e o resultado foi o aumento no tamanho do público gamer e, diga-se de passagem, na idade também.

Se você é da geração 80, ou teve filhos nessa época, sabe que videogames não eram muito mais que “joguinhos” para atrair – e silenciar – crianças enquanto os pais faziam outra coisa melhor. Tá bom, talvez um pouco mais que isso, mas definitivamente não eram programas de fim de semana dos adultos! Ora pois, se você se divertiu com os ultra hilários jogos da Disney ou arrepiou com a emoção do pac-man quando era pequeno, é natural que essas ótimas sensações levem você a um flashback diante da pirotecnia tecnológica com a qual somos gentilmente obrigados a conviver hoje. Mas você se lembra da sua mãe, por mais que tentasse participar dos seus momentos de crescimento, extasiada de felicidade por conseguir resgatar a princesa do castelo do Kopa? Não é por mal, mas algumas pessoas, especialmente as que não cresceram junto com os consoles, não se interessam por jogos eletrônicos. Ops, temos um problema! Isso restringe o público.

E aí, já comecei a falar de negócios?!

Pois bem, “games para quem gosta de games” foi uma ideia bacana, mas e pra quem não gosta? A resposta é…games! É, eu sei, genial. Não foi ideia minha. Nem sequer é uma ideia nova.

Alguém por aqui disse: “isso lembra o Senhor das Armas”. É exatamente a ideia inicial do filme: “Existe uma arma para cada 12 habitantes no mundo. A questão é como armar os outros 11”. O planeta possui quase 7 bilhões de pessoas. Sem dúvida gente pra comprar os seus produtos não é problema. E qual é a diferença entre população e público para os seus produtos? Simples: o interesse que você é capaz de despertar na população para que os comprem!

Depois de trinta anos a indústria dos games trouxe em larga escala consoles onde você não precisa de botões pra jogar, nem de sequências de códigos de apertar. Basta se mexer, pular, dançar, balançar os braços e os sensores de movimento o transportam para dentro dos jogos, uma experiência muito mais realista, mais dinâmica e obviamente vendável. Se a sua tia não gostava de videogames, certamente ela adorava uma dança de salão, ensaiava passos no espelho e arrasava na seresta. Pois bem, nada que o Nintendo Wii ou o Microsoft Kinect não consigam em casa. Eis o segredo: não é videogame, é diversão! E quem não é público pra diversão?

Este é um conceito aplicado há décadas com sucesso por empresas que hoje são gigantescas, como HP e Apple, mas que não nasceram do tamanho que possuem, apenas souberam – e saber implica em estudar e planejar – olhar pra si mesmas e ao redor e descobrir meios de produzir novas demandas, de atender a um mercado que tradicionalmente não era seu alvo, de redefinir os problemas com os quais seus setores e concorrentes se deparavam, de inovar com coragem e sabedoria e encontraram os chamados “Oceanos azuis” de mercado, receita e lucros muito acima dos padrões estabelecidos.

Vale a pena pensar: qual o seu público? Para quem você vende? Quem não compra? Por que não? Em que sua empresa pode se diferenciar? Como seus serviços podem atender a quem tem demandas diferentes?

Lembre-se da lição dos consoles: videogame era videogame e diversão era diversão, mas quebrar este paradigma enriqueceu muito algumas pessoas e tornou alguns concorrentes insignificantes. Em que lado você quer estar?

 
Pense magro
Written by Bruno Olímpio   

Há dias em tudo o que você quer é que o telefone pare de funcionar para que ninguém o traga mais trabalho. Para precavê-lo nestes momentos, falo sobre um engenheiro americano que ficou muito famoso por algo que não fez.

Edward MurphiEdward Murphi (certamente você sabe quem é!) após um pequeno desastre em um dos experimentos que coordenava disse algo assim: "Se há mais de uma maneira de se executar uma tarefa ou trabalho, e se uma dessas maneiras resultar em catástrofe ou em conseqüências indesejáveis, certamente será a maneira escolhida por alguém para executá-la". De modo simplista isto que dizer que se alguma coisa tem chances de dar errado, então dará errado.

Mas não se preocupe, esta não é uma lei absoluta, não vale para todos os momentos. Segundo as experiências cotidianas de milhões de pessoas ao redor do mundo que sofreram ou sofrem sua ação, a Lei tem tanto maior probabilidade de ocorrer quanto mais importante for seu trabalho e, claro, menos precavido você estiver.(Isto já é um desdobramento da Lei, percebe?)
E nos últimos trinta minutos daquele dia em que você mais rezou pra acabar do que de fato produziu, quando estava  quase terminando qualquer coisa muito importante que você tinha que fazer e que não tinha salvo em lugar nenhum....tela preta! O monitor apaga, você se assusta, o LED do gabinete apaga, você sua frio, sobe o cheiro de queimado e você percebe ir pro buraco o seu trabalho mas, em quem colocar a culpa!? Até Murphy teve em quem colocar a culpa, mas você?

Na época em que os servidores ocupavam metade de um andar e exigiam equipes de administradores para operá-los, as estações eram ligadas a ele por cabos e mais cabos, não havia nenhum conforto gráfico e eram de difícil manuseio e operação, não havia nenhum tipo de mobilidade, a segurança não era boa e não se podia pensar sobre personalização. Em contrapartida a infraestrutura de T.I. era homogênea e se problemas locais corressem bastava substituir a estação e a vida seguia sem muito transtorno (para a época).

Aí vieram a miniaturização, a modernização e a difusão do uso dos computadores como sendo a mais urgente premissa para o crescimento e sucesso operacional das empresas. De repente o PC tomou conta do mundo e hoje ninguém mais vive sem ele. Não ter computador atualmente é quase como não ter certidão de nascimento.

Um dos maiores problemas de tudo isto reside no fato de que, sendo pessoais, são extremamente heterogêneos, possuem sistemas operacionais distintos, aplicativos distintos, configurações distintas, diversas informações estanques, equipamentos de hardware variados e finalmente...vírus diferentes, problemas de uso diferentes, desgastes diferentes de hardware, consumo diverso de energia...De modo geral vale a paráfrase à máxima (maliciosa, obviamente) sobre o casamento: PCs são ótimos em resolver muitos problemas, inclusive todos aqueles que você não teria se não possuisse um! (Fique claro, não concordo com a parte sobre o casamento!)
E que fazer? Melhor não tê-los? Como sobreviver sem eles? A resposta é "ThinClients", ou máquinas magras.

Este não é um produto, mas um conceito focado na economia, eficiência, segurança e agilidade.
Em vez de cada usuário ter seu computador, quase patrimônio dele, com informações privativas, imóvel em uma mesa, inseguro e arriscado, a nova possibilidade de estar em qualquer lugar da empresa e sentar-se para trabalhar em qualquer estação; em vez do risco de perda de informações ou da logistica absurda para manter políticas de backup em dezenas, centenas de PCs a segurança da centralização em servidores de dados; em vez de isolamento e duplicidade de informações, dinamismo, velocidade e integração. Sem um monte de HDs, consumo de energia, pentes e mais pentes de memória, processadores superpotentes subutilizados....estamos falando de economia de dinheiro.

Assim, unindo boas características dessas duas fases evolutivas da Tecnologia da Informação os ThinClients tendem a, em curto espaço de tempo, tomar o lugar dos PCs nas empresas e tornar o trabalho mais ágil e seguro.

Compreenda, nós (PCS) não vendemos hardware, não vendemos software, vendemos idéias, processos, governança. Nossa função não é fazer você crer em algo que queremos lhe fazer comprar, até não creia se não quiser, mas é fato, temos uma era de eficiência batendo às portas, e não é de hoje. Nós apenas adiantamos os cenários com os quais, mais cedo ou mais tarde você acabará se deparando.

Pense magro!

 


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