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Software livre

O conceito de free software (software livre), criado pelo pesquisador Richard Stallman, do laboratório MIT AI Lab, baseia-se na ideia de que um programa e seu código fonte são conhecimentos científicos e, assim como os teoremas matemáticos, não podem ser guardados. A ideia é que, se eles forem escondidos do público, correremos o risco de ter uns poucos controlando o conhecimento – retardando, assim, o avanço da ciência.

De uma maneira mais geral, a principal diferença entre software fechado e software livre está no fato de que a produção de código aberto é mais eficiente, pois uma vez que o código-fonte é liberado, pessoas no mundo todo se interessam e começam a trabalhar no aplicativo. Além de aumentar o potencial de desenvolvimento de um programa, estimula o trabalho em equipe e barateia os custos.

Apesar de termos a leviana sensação de que os termos "software livre" e "software de código-fonte aberto" tem o mesmo significado, existe uma importante diferença: um software livre é um programa que tem seu código-fonte disponível para quem se interessar, porém cada alteração feita deve ser publicada como uma nova versão do software original. Já o software de código-fonte aberto é disponibilizado, sem quaisquer restrições sobre suas alterações.

É importante ressaltar que os programas de computador (proprietários ou não-proprietários) são protegidos pela legislação de direitos autorais, e por isso possuem uma dimensão patrimonial. O proprietário do programa pode doá-lo ou vendê-lo, distribuí-lo de forma remunerada ou gratuita.
Existem vários produtos disponíveis no mercado de código-fonte aberto. Um dos mais conhecidos e utilizados é o sistema operacional Linux.

Podemos destacar entre os softwares livres, o sistema operacional Linux, as suítes de escritório  Open Office e o KOffice, editores de imagens, Gimp e o Gphoto, navegadores de Internet Firefox, Google Chrome, Konqueror, clientes de e-mail KMail, Evolution, Thunderbird, banco de dados MySQL, PostgreSQL, servidor de páginas web Apache, multimídia XMMS, Noatum, KDE Media Player, ambiente para gerenciamento de conteúdo Zope, agente integrador de rede Windows e Unix Samba, gerenciamento remoto com criptografia OpenSSH e servidores Proxy server; DNS server; OpenLDAP, LDAP Server.

Os obstáculos que o Software Livre tem de enfrentar e superar não são apenas no intuito de oferecer soluções confiáveis, seguras e robustas, que propiciem boa performance, disponibilidade e economia. É preciso superar monopólios já sólidos e, mais do que isso, trabalhar para uma mudança cultural imposta pelas grandes corporações.

Porém, segundo estudo realizado com as 100 empresas que mais investem em tecnologia da informação no Brasil, em 2004, o Linux foi adotado por 64% delas. O que aponta um salto de 12% em relação ao levantamento anterior. As grandes empresas estão usando software livre por motivos que vão desde a redução de custos de software e hardware até as facilidades que os sistemas oferecem de atualização, modificação e customização.

A adoção de softwares livres possibilitou uma economia de R$ 380 milhões ao governo federal brasileiro até 2008. “É um dinheiro que pode ser investido em outras áreas, na construção de hospitais, escolas, ou também pode ser reinvestido na contratação de mais gente para as áreas de tecnologia do governo”, avalia o coordenador do Programa de Software Livre do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Paulo Pastore.

Fruto de trabalho colaborativo mundial, o Brasil não está sozinho ao seguir essa tendência. Além de países como Alemanha, França, Espanha e Índia, há um número crescente de empresas adotando a nova forma de fazer negócio na área de TI, como IBM, Novell e HP.

 

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